História

Em 13 de janeiro de 2016, o Colégio completou 126 anos de fundação, de uma história vivida intensamente por milhares de famílias gaúchas. Hoje, passadas 12 décadas, o Colégio continua sendo vanguarda na educação, que é inspirada na pedagogia inaciana, sempre tão atual e conectada ao nosso tempo. Tudo isso é fruto da ousadia e coragem de alguns jesuítas que, apoiados por muitos leigos, acreditaram em um projeto maior sob a inspiração de Santo Inácio de Loyola, cujo espírito permanece vivo em cada dia de aula, entre professores, alunos, pais e funcionários que dão continuidade a essa história.

O “Colégio dos Padres”, como era conhecido inicialmente, nasceu em 13 de janeiro de 1890. O padre Francisco Trappe obteve de Roma a autorização para comprar a casa da família Fialho, situada à Rua da Igreja (atual Duque de Caxias). Com a licença conseguida e o negócio realizado, tornou-se necessário reformar o prédio e adaptá-lo ao funcionamento de uma escola. O Pe. Trappe, que seria o primeiro diretor da instituição, contou com a colaboração do Pe. Brikman e do irmão Guilherme Boehlers.

O Anchieta entrou em atividade pouco depois da Proclamação da República. No Rio Grande do Sul, em especial, os preceitos pedagógicos cristãos tiveram de confrontar-se com os valores do positivismo, doutrina do francês Auguste Comte, que encontrou aqui terreno favorável. No princípio, o Colégio dos Padres era destinado somente aos meninos, sendo dividido em duas seções: alemã e brasileira.

A trajetória do estabelecimento é rica em fatos históricos. No primeiro ano de funcionamento, o número de alunos saltou de 42, quando da inauguração, para 80 ao final do período letivo. Os meninos tinham entre 9 e 12 anos e só eram admitidos se soubessem ler. A preocupação máxima não era com a alfabetização, mas com a orientação moral e religiosa.

O Colégio dos Padres mudou de nome em 1897, passando a se chamar São José, e depois, Ginásio Anchieta. Em ritmo cadenciado, o colégio avançava. A denominação que entraria na história do Rio Grande do Sul, Colégio Anchieta, foi adotada em 1901, por sugestão do então diretor, Pe. Conrado Menz, em uma homenagem a José de Anchieta, “Apóstolo do Brasil”, indivíduo de saúde frágil que se aventurou pelo Brasil disposto a converter os pagãos.

O crescimento do Colégio Anchieta impôs uma mudança radical. O espaço na rua Duque de Caxias não mais comportava as atividades escolares, afinal não se tratava mais de abrigar algumas dezenas de alunos. Corria o ano de 1954 e Porto Alegre experimentava uma fase de crescimento acelerado, com aumento no número de construções e de população, o que se evidenciava por meio do movimento verificado no centro da cidade, onde ficava o Colégio.

Em 1954, o terreno da Avenida Nilo Peçanha foi escolhido e aí entra em cena um personagem que ficaria definitivamente na história da comunidade: Pe. Henrique Pauquet. Depois de 13 anos de obras, em 11 de novembro de 1967, após a bênção da Igreja da Ressurreição, deu-se a inauguração oficial das novas dependências do Colégio Anchieta, onde funciona até hoje.

A partir da construção do Colégio, essa região da cidade passa a se desenvolver rapidamente, ganhando novas construções e uma urbanização fulminante, sendo, hoje, um dos principais bairros comerciais e residenciais da cidade.

Atualmente, o Colégio Anchieta constitui-se em um referencial de ensino privado de Porto Alegre, contando com cerca de três mil alunos. Atende Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, com um quadro funcional de cerca de 400 colaboradores, entre professores, funcionários e jesuítas.