Escrevo-lhes uma breve partilha sob o horizonte da “cultura do cuidado”,  à qual o provincial, Pe. Francys Silvestrini Adão, SJ, nos convida a aprofundar. No cotidiano da enfermagem no Colégio Anchieta, em Porto Alegre (RS), percebo que a minha missão transcende o cuidado físico, tornando-se um exercício contínuo de acolhimento da vida que pulsa nos corações de nossos estudantes e colaboradores.

Neste ambiente educativo, tenho experimentado que a enfermagem é chamada a ser uma “presença samaritana”. Quando uma criança ou jovem chega ao ambulatório, muitas vezes a dor física é apenas a porta de entrada para fragilidades maiores. Inspirado pela Pedagogia Inaciana e pelo o nosso modo de proceder, busco exercitar o cuidado simultâneo da pessoa e da missão (cura personalis e cura apostolica), reconhecendo em cada atendimento, que o outro é uma “palavra inédita de Deus”.

Acredito que, antes de um diagnóstico, deve vir o acolhimento. É a “ajuda às almas” traduzida no alívio do sofrimento e na escuta atenta das inquietações que brotam na convivência escolar. Como jesuíta irmão, entendo que meu serviço é ser “guarda e companhia”. Não pelo exercício do poder, mas por meio de uma “liderança servidora” que zela pelo corpo e aponta para a saúde da alma, com o sabor da alegria do Evangelho. 

Que juntos possamos consolidar essa cultura do cuidado que escuta e protege, especialmente os mais vulneráveis que encontramos em nossa missão.

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Por: Ir. Orival Bonicoski, SJ |Enfermeiro no Colégio Anchieta