Exposição sobre 400 anos das reduções jesuítico-guaranis
Colégio Anchieta participou da inauguração da exposição, realizada na Unisinos, reforçando seu compromisso com a valorização da história e da cultura
A inauguração da exposição “Um encontro que escreveu uma história da civilização” foi realizada no dia 22 de abril, no campus da Unisinos, em Porto Alegre, e contou com a presença da Direção e de colaboradores do Colégio Anchieta.
A mostra propõe um olhar aprofundado sobre o encontro entre jesuítas e povos guaranis, evidenciando a riqueza das trocas culturais e a contribuição técnico-científica desenvolvida nesse processo. Mais do que um registro histórico, a exposição destaca essa experiência como um serviço à fé e à justiça, orientado para a construção de um mundo reconciliado.
A iniciativa integra as celebrações dos 400 anos das reduções jesuítico-guaranis, um marco que convida à reflexão sobre a singularidade dessa vivência humana e espiritual. Organizadas por missionários da Companhia de Jesus em parceria com os povos guaranis, as reduções se estabeleceram em regiões que hoje compreendem o Sul do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, configurando-se como espaços de intensa organização social, cultural e econômica.
Nessas comunidades, os guaranis mantiveram elementos essenciais de sua identidade, como a língua, os costumes e suas formas próprias de organização, ao mesmo tempo em que dialogaram com novos saberes introduzidos pelos jesuítas, como a escrita, a música sacra, as artes, a agricultura sistematizada e diversos ofícios. Longe de ocuparem um papel passivo, foram protagonistas dessa construção histórica, responsáveis pela produção artística, pelo trabalho cotidiano, pela organização comunitária e pela defesa de seus territórios.
A exposição também conduz o visitante a uma experiência simbólica desde o início, ao apresentar o tronco Kuarupe, objeto sagrado dos povos indígenas do Alto Xingu, que representa a memória e a homenagem aos mortos ilustres. A partir desse elemento, a narrativa convida à reflexão sobre vida, memória e legado.
Com esculturas missioneiras pertencentes à coleção da Província dos Jesuítas do Brasil — sob a guarda do Memorial Jesuíta da Unisinos —, a mostra reforça a importância de preservar e valorizar esse patrimônio histórico e cultural.
A participação do Colégio Anchieta na inauguração reafirma seu compromisso com uma educação que integra tradição e inovação, promovendo o diálogo intercultural, o pensamento crítico e a formação de pessoas conscientes e comprometidos com a transformação social.
Por: Fabrício Fernandes / Comunicação do Colégio Anchieta